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"Projeta Brazil"
Autor: Celso Sabadin, do Tela em Transe
Quando: ontem, na lista da ABD
Na próxima segunda-feira, dia 5 de novembro, a Rede Cinemark mais uma vez usará o cinema brasileiro em benefício do marketing próprio, como faz todos os anos.
A idéia é simples. durante 364 dias por ano, a Cinemark faz o possível para prejudicar o cinema brasileiro, não programando filmes nacionais em sua grade, e tirando antes da hora os poucos que programa, única e exclusivamente para cumprir a Lei. Evidentemente, a prioridade da Cinemark, que é uma empresa norte-americana, é o produto vindo dos EUA, tudo dentro das estratégias leoninas que a MPA tenta implantar em todo o mundo já há décadas. Não há nenhuma novidade nisso.
A hipocrisia da coisa toda reside no fato da Cinemark anunciar aos quatro ventos que uma vez por ano (e este ano será dia 5/11) ela presta um enorme serviço ao cinema brasileiro, oferecendo, durante um dia inteirinho (oooh!) filmes nacionais por um ingresso de apenas 2 reais. Em todo o restante do ano, o filme brasileiro que se exploda.
É alguma coisa assim como o Lobo Mau criando o Dia Internacional do Chapeuzinho Vermelho, e fazendo propaganda em cima disso, dizendo que ele é bonzinho.
Vale lembrar que este "Dia da Santidade" sempre cai numa segunda-feira, é claro, para que os lucros da Cinemark não sejam comprometidos, já que a segunda é o dia mais fraco para os exibidores de cinema. E, claro, que nada do dinheiro arrecadado vai para o produtor brasileiro, pois toda a renda fica na própria Cinemark para "projetos culturais".
Para piorar um pouco mais a situação, boa parte da mídia brasileira cai neste conto do vigário e noticia a promoção como se ela fosse a sétima maravilha do mundo para o nosso cinema.
Que situação, hein?
Categoria: Citação
Escrito por Tiago Marconi às 15h17
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A Banda
Um x-egg, um ônibus e um atraso de sessão depois, vi A Banda, no Cinesesc.
Mais um vídeo! As propagandas do Unibando e afins, sempre em película... Por que será? Não é tudo igual? Se banco põe a mão no bolso (nem que seja o nosso) para alguma coisa, é porque ela deve valer mais que a opção mais barata, né?
A banda de polícia de Alexandria é convidada para tocar em Israel e, sem qualquer pompa ou circunstância, acabam se metendo num ônibus para a cidade errada, em vez de Petah _____ foam para Betah _____, cidadezícola modorrenta. Os personagens mais importantes são o coronel, velho condutor da banda orgulhosíssimo, um violinista jovem e galante, a bela anfitriã de Betah não sei o que, que se interessa por um e termina transando com o outro e o assistente do coronel, que há 20 anos espera sua chance de reger a banda e que, como compositor, nunca conseguiu ir além de uma abertura para um concerto.
Gostei tanto que exagerei na nota – 5, mas o filme, além de ótimas piadas, me comoveu por uma carga de patetismo e verdade que consegue atingir ao colocar aquela trupe desimportante (parece ser iminente o risco de o governo acabar com a banda) vestida em fardas engalonadas ou pelo menos pomposas, carregando música em pleno deserto.
Vejam!
Escrito por Tiago Marconi às 19h42
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Sul-africano com ginga
Olido. Em cima da hora. De graça! Cinema com 50% de lotação, mais ou menos...
Drum. Filme de mesmo nome que a revista sul-africana que cumpriu algum papel de resistência contra o apartheid, provavelmente um pouco romantizado na tela. Mas vamos primeiro a alguns problemas técnicos/tecnológicos.
O filme, em vídeo, estava muito escuro... Pode até ser uma opção de linguagem, mas não tenho qualquer informação nesse sentido, tenho que me ater ao que vi – com muita dificuldade porque estava escuro... Talvez uma má regulagem de projetor, uma lâmpada fraca, afinal é o Olido... O brilho parecia estar no talo, o preto parecia aquele de uma deliciosa camiseta de algodão com anos de bom serviço. Quando é em película, a cópia estar escura é uma possibilidade. Em vídeo, só se fizeram telecine a partir de uma cópia não definitiva... Enfim...
Que mais? O filme estava esticado. Como se fosse 16x9 sendo projetado em 4x3! Isso não é jeito de se exibir um filme!
Mas o pior de tudo era a falta de sincronia, que me fez duvidar da qualidade da montagem durante um diálogo em campo/contracampo, porque é algo delicado mesmo de montar, então os cortes chamavam muito a atenção sem que tivessem porque, naquele moento e num filme bastante clássico em termos de linguagem. Demorei a perceber, talvez pela escuridão da imagem
Ambiente boêmio, Sophiatown, “mistura de raça, mistura de cô”, jazz, bom humor, sensualidade. Um jornalista negro talentoso se mete em um monte de perigos para conseguir matérias para a revista, dirigida por um inglês branco, que evidentemente não pode abrir o discurso contra o Apartheid (até o faz em determinado momento), mas denuncia coisas como condições de trabalho, de cárcere, etc.
Alguns trechos me chamaram a atenção. Henry (nosso herói), para fazer uma matéria, começa a trabalhar entre os semi-escravos ou escravos numa fazenda de um boer escroto. Em determinado momento vemos seus golpes de pá no chão, e de repente, entre terra e pedras que se mexem, jaz uma mão negra. Outra cena forte dessa seqüência é um capataz passando entre os trabalhadores com o chicote na mão. Na primeira chicotada, um espectador gritou “Porra!” e fez algum comentário alto até que alguém lhe deu uma chicotada moral... Eu começo a rever minha necessidade por silêncio no fiilme, nesse tipo de caso. E o Olido é o Olido, assim como o CCSP é o CCSP... Deixa o cara falar um pouco, ué...
A cena muda da chegada da notícia da morte de Henry à redação, com o desespero inaudível da mulher por trás do vidro que separa o espaço do chefe do resto da redação onde está a câmera, também é bem sacada.
E, por fim, é bem construída, embora talvez um tanto previsível, a cena do chefe de polícia se tornando impotente conforme seus comandados negros param o despejo e a repressão em Sophiatown durante o cortejo fúnebre de Henry.
Dei minha primeira nota 4, muito bom!
Escrito por Tiago Marconi às 19h20
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Saravá, Ogum!!!
Com todo o respeito a Pequena Miss Sunshine (gostei, gostei do velho, do pai, do moleque, do roteiro, da seqüência em que todos dançam...), hoje só há espaço para um drama: O Dragão do Descenso contra o Santo Guerreiro!
Vamos lotar o Pacaembu, lembrar quem somos. A Fiel está mal acostumada. A gente é torcedor, não contador ou comemorador... E mesmo se der merda, aqui é Corinthians!!!
Escrito por Tiago Marconi às 12h18
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Passa fome metido a Charles Bronson...
Um grande camarada me perguntou o porquê de meu silêncio sobre Tropa de Elite. Se eu explicasse, romperia o silêncio. Prefiro dizer apenas que, como me ensinaram minha irmã e meu cunhado num cartão de aniversário:
“No meio das vozes da turba, mais vale o olho do que a boca”.
Escrito por Tiago Marconi às 12h11
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